Cloud Native: a evolução das aplicações para viabilizar a transformação digital e acelerar os negócios


André Corrêa (*)

Quando falamos em modernização de aplicações, devemos considerar a estratégia para otimizaçãoautomaçãoaceleração e qualidade de entrega com DevSecOps na prática, bem como conexão intrínseca da segurança desde os primeiros passos. Mas o elo em todo este conhecimento está na aceleração do negócio (business agility), por meio da utilização de tecnologias em nuvem, com uma abordagem Cloud Native no caso das aplicações.
Apesar da recorrência do termo e da sua definição como a construção de aplicações sobre quatro pilares (DevOps, CI/CD, Containers e Microsserviços), será que este conceito é algo simples assim? Por que a sua adoção requer tamanha especialização e engenharia?
Na busca por estas respostas, uma conclusão pode ser antecipada: não se trata de um conceito determinístico ou uma medida, não se deve quantificar o quão cloud native é uma aplicação. Trata-se de uma visão de maturidade, de evolução da aplicação contínua sobre os quatro pilares citados, de tal forma que agregue agilidade ao negócio e viabilize a transformação digital, ou a transformação de canais digitais.
Segundo a Cloud Native Computing Foundation (CNCF), a definição de Cloud Native é: “Tecnologias que empoderam empresas a criarem e rodarem aplicações escaláveis em ambientes modernos e dinâmicos, como nuvens públicas, privadas e híbridas”. Apesar de facilmente compreensível, o conceito se traduz em estratégias que maximizem a integração da aplicação com o ambiente de nuvem. A adoção de uma estratégia Cloud Native pode ser materializada por algumas ações-chave:

  • As equipes de aplicação precisam ter autonomia, trabalhando com automações que acelerem a produtividade, garantam a qualidade do produto e abstraiam a visão de infraestrutura de cloud – Trabalhe e automatize o DevSecOps e o CI/CD com indicadores e autonomia;
  • O foco da construção de produtos está na engenharia, unificando as engenharias de software, de qualidade e de cloud como pilares que deem flexibilidade para que mudanças de alto impacto possam ser frequentes, previsíveis, com pouco esforço e que respondam ao negócio – Estabeleça o perfil do engenheiro e implemente um padrão de arquitetura em microsserviços;
  • observabilidade e a melhoria contínua precisam ser as engrenagens que trazem a experiência do usuário e do negócio ao primeiro plano, realimentando o processo, desafiando a engenharia e retomando o foco na transformação a partir da nuvem – Operacionalize a gestão de produto em produção, estabeleça Golden Signals;
  • O resultado da aplicação no negócio precisa ser mensurado por meio da escalabilidade e da visão modernizada. Ele potencializa a conversão da visão da TI como centro de custo para a visão da TI como parte da cadeia de valor – Conecte os indicadores da primeira ação e os Golden Signals da terceira ação aos indicadores do negócio e resultado gerado;

Se retomamos o questionamento inicial: o conceito é simples? Não é, mas possui aceleradores e, se adequadamente explorados, podem ser a chave para uma rápida transformação pela tecnologia (Tech Agility). Por que a sua adoção requer tamanha especialização e engenharia? Tomar estes aceleradores é a chave, e um modelo de engenharia ajustado é o caminho que inclui a TI e a nova aplicação na cadeia de valor do negócio. Há muitas frentes a serem exploradas nesta jornada para suportar a expansão das aplicações Cloud Native, mas certamente o futuro é promissor.

(*) André Corrêa é gerente executivo de Cloud da TecCloud, empresa do Grupo Stefanini.

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