Consultoria mapeia áreas mais afetadas no varejo e principais ações para manter operação durante a pandemia

Com mais de 15 anos de experiência e histórico de atuação para grandes varejistas e indústrias, Cosin Consulting aponta impactos no comportamento do consumidor e sugere ações imediatas, de curto e médio prazos em sete áreas prioritários para os empresários manterem seus negócios operando 

A Cosin Consulting, consultoria de negócios do Grupo DAN que já realizou projetos para 70% das maiores empresas brasileiras, realizou um estudo exclusivo sobre o impacto da pandemia de Covid-19 no varejo brasileiro. Para isso, foram cruzados dados estatísticos globais, do Brasil e de países em fases mais adiantadas do avanço da doença: Itália, Espanha, Alemanha e EUA. Além do avanço exponencial da doença, o estudo apontou que, dentro do varejo, as áreas mais atingidas foram Turismo, Artigos de Luxo, Moda, Eletrônico e Móveis, enquanto o Varejo Alimentar e Farmacêutico está experimentando um pico de demanda. De acordo com dados da Cielo, Drogarias e Farmácias tiveram um crescimento de 20% e os Supermercados e Hipermercados 23,1% no período de 9 a 15 de março de 2020 em comparação a 11 a 17 de março de 2019. Restaurantes, Bares, Serviços e Combustíveis foram severamente impactados, mas têm a demanda por delivery e atividades domiciliares incrementadas também.

“As pessoas estão assustadas, querendo se proteger, e quando avaliamos o comportamento dos mercados e consumidores nos países atingidos vemos uma clara semelhança. Em linhas gerais, o consumidor tende a ficar mais isolado e com isso prioriza produtos de alimentação básica e de higiene, assim como opções de entretenimento, estudo, capacitação e trabalho online. Tende a postergar qualquer decisão de compra que envolva um ticket muito alto ou financiamento. Evita gastos que considera supérfluos, até pela incerteza do ambiente econômico futuro. Isso muda completamente o cenário de atuação dos varejistas que devem agir rápido para adaptar as principais áreas de sua empresa e manter o negócio vivo”, afirma Ricardo Kamaura, diretor executivo da Cosin Consulting e um dos responsáveis pelo estudo.

No campo macroeconômico, os principais reflexos são a elevação do câmbio, desaceleração do PIB, aversão a risco por parte dos investidores e o súbito aumento da demanda de crédito, o que pode gerar dificuldades no acesso. Em relação ao consumidor, já foi constatado um aumento expressivo da presença online – ao ponto de grandes players de conteúdo online anunciarem a redução da qualidade de transmissão para garantir a estabilidade de suas plataformas -, o “congelamento” de grande parte dos comércios físicos, disrupções na cadeia de suprimentos e intermitências em estoques (especialmente em segmentos que trabalham com pequenos lojistas como os marketplaces).  O quadro abaixo resume algumas das lições aprendidas em outros países:

Para endereçar estas questões, além da criação de um comitê de crise com a participação da alta liderança, a Cosin Consulting propõe a realização de adequações urgentes em sete áreas principais dos varejistas: Financeiro, Operação das Lojas, Supply Chain, Comercial, Marketing, TI e RH.

Por exemplo, o RH, quase que do dia para noite, teve que desenhar políticas para proteção dos colaboradores e de como se dará o trabalho a distância, quando possível. Isso valeu também para colaboradores terceirizados e prestadores de serviços. No Financeiro, a prioridade deve ser a gestão de caixa e a negociação de linhas de crédito sustentáveis. O omnichannel se impôs, passando a compor uma parte significativa do faturamento, mas ele deve ser reforçado para este momento de stress, o que inclui revisão, ou até investimentos, em sistemas de TI, infraestrutura de telecomunicações, mais equipe na expedição e emissão de notas, acordos emergenciais com fornecedores, transportadoras e até motoboys. Essa mudança de enfoque (do físico para o digital), implica, por sua vez, mudanças no marketing e na comunicação. “O momento exige que as empresas, ao mesmo tempo, sejam transparentes em relação a suas condições de operação, mas também que demonstrem empatia dada a circunstâncias tão severas. Cresce também a importância da comunicação digital e dirigida a bases de clientes e contatos”, explica Kamaura. Veja abaixo um resumo das principais providências por área:


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