Como frear os ataques cibernéticos às instituições financeiras

Ailtom Nascimento VP Executivo da Stefanini

A preocupação com a evasão de informações e com a violação de dados tem sido o principal fator para instituições de vários setores buscarem métodos de segurança na Internet. Os números de investimentos para combater esse fenômeno são alarmantes. Segundo estatísticas da Juniper Research, até 2020, o custo médio de uma violação de dados será de US$ 150 milhões. Já as despesas totais com segurança da informação ultrapassará US$ 1 trilhão. E isso é só um breve panorama da onda de ataques às redes de computadores.

A cada dia mais interconectada, a rede sofre os danos e as vulnerabilidades, o que compromete seu avanço, afinal, o fator segurança é o bem maior e a grande aliada para ampliar a confiança de todos os internautas.

No Brasil, quarto País que mais sofre com o cybercrime, os ataques virtuais foram responsáveis pela movimentação de R$ 32 bilhões. E os dados digitais são, disparadamente, os que mais foram saqueados.

Diante dessas constatações, é importante que todos, em todas as esferas, tenham um olhar ainda mais atento e com ações efetivas para preservar esses dados valiosos que circulam pela rede de computadores.

Uma das principais discussões que avança no setor financeiro está a resolução 4658, publicada em abril de 2018 pelo Banco Central (BC), que define a criação de uma política de segurança cibernética para todas as instituições financeiras regulamentadas pelo BC. A exigência da resolução é que sejam desenvolvidos planos de ação e de respostas a incidentes, além de estabelecer requisitos para contratação de serviços em nuvem.

Embora a adequação seja para todas as instituições financeiras, o setor de pequenos e médios bancos sofre uma pressão maior com o curto prazo para cumprimento das regras estabelecidas. Até maio de 2019, as empresas precisam estar com todos os documentos e planos definidos e apresentados ao Banco Central.

O desafio é grande para todos. E planejamento é o caminho mais correto a ser seguido. Desenvolver uma política de segurança cibernética e ter um plano de ações e respostas a incidentes exige uma série de medidas que traga efetividade ao negócio, com implementação de procedimentos e controles.

Para auxiliar empresas e bancos, há no mercado uma série de soluções que se ajusta aos sistemas, criando um Centro de Inteligência e de Comunicação para atender a todas as exigências e perfis desses estabelecimentos.

Como impacto e benefícios, haverá uma drástica redução no número de ataques com a migração de serviços para nuvem, maior controle de acesso e proteção de dados, redução de vazamentos internos e de fraudes, garantindo maior segurança às informações.

Até dezembro de 2021, todos os bancos devem estar totalmente ajustados às determinações da resolução 4658. E a extensão desse ajuste é imensa.


Entradas populares de este blog

Bienestar | Hábitos saludables para el trabajador freelancer

Por cuarto año consecutivo BMC se posiciona como líder en el Cuadrante Mágico de Gartner en Gestión de Servicios de TI

NICE registra aumento de ingresos de nube en un 20% y en beneficio operativo del 16% con relación al año anterior